Jorge Paulo Lemann: o brasileiro que levou nossa mentalidade empresarial para o topo do mundo

Jorge Paulo Lemann é um dos empresários mais influentes do planeta. Co-fundador da Ambev, da 3G Capital e protagonista de aquisições globais como a da Budweiser, ele mostrou que o Brasil pode — sim — liderar o jogo mundial dos negócios. Neste artigo, contamos como sua visão de longo prazo, disciplina e cultura de alta performance ajudaram a colocar o país no mapa das maiores corporações do mundo.

Mentes que Marcam

12/28/20254 min read

Jorge Paulo Lemann: o brasileiro que levou nossa mentalidade empresarial para o topo do mundo

Quando falamos em grandes empresários globais, normalmente pensamos em nomes norte-americanos, europeus ou asiáticos. Mas existe um brasileiro que redefiniu esse conceito — alguém que saiu do Rio de Janeiro para se tornar um dos investidores mais respeitados do planeta: Jorge Paulo Lemann.

Nascido em 1939, filho de imigrantes suíços, Lemann estudou Economia em Harvard e construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma trajetória marcada por visão de longo prazo, disciplina, meritocracia e eficiência. Ao lado de seus sócios Marcel Telles e Beto Sicupira, ele fundou o Banco Garantia nos anos 1970 — instituição que marcou época no mercado financeiro brasileiro e pavimentou o caminho para algo ainda maior.

Foi a partir dali que nasceria um dos grupos empresariais mais influentes do mundo.

Do Brasil para o mundo: Ambev, InBev e o nascimento de um gigante global

Nos anos 1990, Lemann e seus sócios assumiram o controle de grandes cervejarias brasileiras como Brahma e Antarctica, consolidando o setor e formando a Ambev. Esse movimento, por si só, já foi histórico.

Mas a ambição era maior.

A Ambev se fundiu com a belga Interbrew — criando a InBev. E, em 2008, veio um dos momentos mais simbólicos da carreira de Lemann: a compra da tradicional cervejaria americana Anheuser-Busch, dona da icônica Budweiser.

Uma marca profundamente ligada à cultura norte-americana — agora sob controle de um grupo liderado por brasileiros.

O resultado dessa transação foi a criação da AB InBev, que se tornou a maior cervejaria do mundo, com marcas presentes em praticamente todos os continentes.

Esse episódio marcou um divisor de águas.

Porque, pela primeira vez, uma empresa comandada por brasileiros assumia o controle de um verdadeiro símbolo dos Estados Unidos. E isso não aconteceu por acaso — foi consequência direta de um modelo de gestão consistente, disciplinado e implacavelmente eficiente.

Não era mais o Brasil observando o mundo.

Era o Brasil liderando.

3G Capital: quando o investimento brasileiro vira protagonista global

Além do setor de bebidas, Lemann cofundou a 3G Capital, empresa de investimentos que realizou algumas das maiores operações corporativas das últimas décadas.

Entre as empresas nas quais o grupo detém controle ou participação relevante, estão:

  • Burger King;

  • Tim Hortons;

  • Popeyes;

  • Kraft Heinz.

Estamos falando de marcas presentes em supermercados e praças de alimentação ao redor do planeta.

Mais uma vez, a lição foi clara:

Empreendedores brasileiros podem jogar — e ganhar — no maior palco corporativo do mundo.

“Sonho Grande”: não é apenas um livro — é um conceito

A trajetória de Lemann e seus sócios foi contada no best-seller “Sonho Grande”, escrito pela jornalista Cristiane Correa. O livro não fala só de negócios. Ele revela uma cultura.

Entre seus pilares, estão:

  • meritocracia real;

  • simplicidade operacional;

  • metas agressivas;

  • mentalidade de dono;

  • foco radical em eficiência;

  • e ambição sem limites.

Essa filosofia de gestão influenciou líderes no Brasil e no exterior e serviu como inspiração para uma geração inteira de empreendedores.

Legado que vai além do lucro: formar pessoas e transformar o país

Lemann também é fundador de iniciativas como:

  • Fundação Estudar

  • Fundação Lemann

Ambas voltadas para educação, formação de lideranças e impacto social. Ou seja: o legado não é apenas empresarial. É humano. É de oportunidade.

O que Jorge Paulo Lemann representa para o Brasil?

Se precisássemos resumir sua marca no mundo, seria esta: Ele provou que o Brasil pode liderar o jogo global.

Não como coadjuvante. Mas como protagonista.

A compra da Anheuser-Busch — e, com ela, da Budweiser — foi um símbolo poderoso:

  • um brasileiro liderando a aquisição de uma marca-ícone dos EUA;

  • um empresário do Sul global mostrando competência de nível mundial;

  • um país historicamente importador de modelos passando a exportar gestão, cultura e estratégia.

Mais do que um movimento financeiro, foi um movimento de mentalidade.

E mentalidade é o que transforma.

O que empreendedores podem aprender com ele?

Sonhe grande — de verdade
Ambição não é excesso. É direção.

Cultura vence estratégia
Pessoas certas + modelo claro = resultado em escala.

Disciplina constrói impérios
Pequenas decisões consistentes geram grandes legados.

O Brasil tem talento para competir globalmente
O limite raramente é técnico.
Geralmente, é mental.

Uma mente que marcou — e continua marcando

Jorge Paulo Lemann não busca fama.

Mas construiu influência.

Não vende narrativa.

Constrói resultado.

Sua história é um lembrete de que as barreiras do mundo são muito menores quando existe visão de longo prazo, coragem para decidir e humildade para aprender sempre.

E que o empreendedor brasileiro pode — sim — liderar o tabuleiro global.

Basta sonhar grande.